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Síndrome da Maré Vermelha

síndrome da maré vermelha

Luiz Guilherme Camargo de Almeida – médico clínico geral, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica Regional Alagoas
e Nefrologista.

Após atender dois casos graves, inclusive com insuficiência renal aguda, num hospital na capital alagoana, como clínico e nefrologista, senti o ímpeto de trazer esclarecimentos para que a comunidade sobre prevenção e cuidados em Alagoas. Os dois pacientes felizmente tiveram o quadro revertido e obtiveram alta da Unidade de Terapia Intensiva no último domingo, mas a Maré Vermelha segue acontecendo e levando centenas de pessoas aos hospitais, então vamos en- tender o que cada um pode fazer!


Esse evento natural que torna as águas avermelhadas acon- tece devido à proliferação excessiva de algas microscópicas chamadas ‘dinoflagelados’, em especial o Alexandrium spp. Essas algas podem liberar toxinas chamadas saxitoxinas, que podem contaminar mariscos e peixes. É o consumo desses alimentos contaminados que leva à síndrome da Maré Ver- melha, com uma variedade de sintomas, que vão de náuseas, vômitos, dores abdominais, até sintomas neurológicos, como tonturas e paralisias, variando de acordo com o organismo e a quantidade de alimento contaminado ingerido.


O recente surto em Alagoas tem sido motivo de grande preocupação para a comunidade médica e autoridades de saúde. Até o momento, as equipes médicas estão tratando os casos com a seriedade necessária, oferecendo cuidados específicos para os sintomas apresentados pelos pacientes. Como presidente da regional Alagoas da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, chamo a atenção para a necessidade de monitoramento e controle da disseminação desta síndrome por parte das autoridades de saúde, além da crucial colaboração da comunidade: já que evitar o consumo de mariscos e peixes provenientes de áreas afetadas é uma medida preventiva fundamental. Além disso, a população deve buscar assistência médica imediata em caso de sintomas suspeitos, propor- cionando um diagnóstico precoce e oportuno.


Como médico, reforço a importância de buscar informações em fontes confiáveis e seguir as recomendações das autoridades de saúde. Estamos atentos e comprometidos em fornecer assistência de qualidade a todos os afetados por essa situação. Juntos, como comunidade, vamos garantir a saúde e bem-estar de todos os alagoanos.

Leia a matéria no site da Sociedade Brasileira de Clínicas Médicas

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